Nos embalos da seresta
O Museu da Seresta e da Serenata de Conservatória foi criado em 1960 por José Borges de Freitas Netto e seu irmão Joubert Cortines de Freitas, proprietários até hoje, numa idéia, inicialmente, de preservar as lembranças de músicas de tempos passados pelas ruas.
Isso foi sendo feito através de canções românticas expostas na fachada das casas, criando assim o projeto "Conservatória, em toda casa uma canção", já na década de 70. No começo, placas de metal eram fixadas nas esquinas, constando além do nome da música, o nome do compositor. Era o início do projeto "em cada esquina uma canção". Os moradores foram se interessando e quiseram colocar também uma plaquinha com o nome de sua música preferida em suas residências.
E cada vez mais, num crescente constante, Conservatória passou a respirar música, amor e poesia, e, o projeto inicial "em cada esquina uma canção", transformou-se para "em toda casa uma canção". Essa cultura popular acabou revelando também a alma lírica brasileira, confirmada pelos turistas, motivando o apelido de “Vila das ruas sonoras”, dado pelo jornalista Nestor de Holanda.
O interessante é que o Museu não depende de entidades oficiais e empresariais, é particular e informal, proporcionando a ampliação do local com o apoio de jornalistas que também são idealistas.
Todos os finais de semana o Museu está aberto aos moradores e turistas que cultuam a música popular brasileira, não importando se profissional ou amador. As serestas realizadas lá antecedem às serenatas feitas nas ruas. Os seresteiros começam a cantar e tocar no Museu e depois seguem pelas ruas de Conservatória espalhando alegria, emoções e boas lembranças.
Por: Luanne Magalhães
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