Há mais de 300 anos
Por volta de 1600, nas terras da cidade de Paraty, começavam a alambicar a aguardente da cana de açúcar. Essa prática fez da cidade uma das mais importantes produtoras de pinga no país. A fama se espalhou tanto na Colônia como na Corte, todos quando queriam beber uma cachaça pediam uma dose de Paraty.
De acordo com monsenhor Pizarro e outros historiadores, a aguardente podia até custar mais caro que todas as demais comercializadas no país, mas sua qualidade já era conhecida por todos que a preferiam mesmo assim. O nome da cidade acabou sendo emprestado à bebida até meados do século XX, pois sua comercialização foi de grande importância para economia da região.
Nos anos de 1700 mais de 100 alambiques de aguardente funcionavam no município. Hoje, apenas seis estão em funcionamento, mas todos com a qualidade inigualável de sempre. Foram também consideradas por peritos em aguardente, como os membros da Academia Brasileira da Cachaça e da Confraria do Corpo Furado, ambas do Rio de Janeiro, como as melhores pingas alambicadas nos dias de hoje.
Para não deixar perder essa fama e memória, a cidade de Paraty, através da Associação Comercial e Industrial, organiza, desde 1983, o Festival da Pinga, que acontece sempre no mês de agosto. O objetivo é continuar divulgando o mais famoso produto local, que é fabricado há mais de 300 anos, sempre de modo artesanal.
NÃO SAIA DE PARATY SEM EXPERIMENTAR A PINGA MARIA ISABEL
Visitar o alambique da Maria Isabel, nome da pinga e da proprietária do alambique, é uma experiência imperdível. A pinga é ótima, o alambique fica em um sítio lindo a beira mar e a Maria Isabel, dona do local, é uma paratiense que vale a pena conhecer. Ela cuida pessoalmente da plantação da cana, da moagem e destilação. Aproveite ainda para comprar e experimentar, é claro, a incomparável pinga de Paraty.
Por: Luanne Magalhães
|