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Conservatoria
O “Pedacinho do Céu”, escondido na serra fluminense, há 120 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, é onde as serestas se encontram em todos os finais de semana. Assim é o Distrito de Conservatória, antes chamado de Santo Antônio do Rio Bonito, local onde a música se faz presente no dia-a-dia de quem mora lá.
Desde 1789, quando se iniciou a fundação da Aldeia de Santo Antônio do Rio Bonito, uma ordem do Vice-Rei Luiz de Vasconcelos e Souza, a localidade manteve a tradição e os sonhos vivos nos corações dos apaixonados.
A também conhecida como “Capital da Seresta” tem aproximadamente 240 Km² de extensão, faz limites com o Estado de Minas Gerais, Distritos de Santa Isabel do Rio Bonito, Parapeúna, Pentagna, Valença e com o Município de Barra do Piraí e tem uma população fixa de apenas 4.000 habitantes.
A arquitetura das casas segue o padrão do século XIX, sendo que nenhuma casa pode ser construída ou demolida sem autorização da Prefeitura de Conservatória.
O distrito do município de Valença cochila durante toda semana e só desperta totalmente a partir da tarde das sextas-feiras, quando se dá início as serestas, as leituras de poesias, e a arte em geral, fazendo com que muitos visitantes se dirijam para lá.
A população local é hospitaleira e tranqüila, sendo em sua minoria absoluta, pois os turistas estão em todos os lugares.
Novelas como “O Feijão e o Sonho”, “Escrava Isaura”, “Sinhá Moça”, uma parte de “Cambalacho”, “Salomé” e “A Viagem” foram gravadas em Conservatória.
As histórias para justificar a origem do nome de Conservatória são as mais diversas, considerando que a mais comum diz que o local era conhecido como "Conservatório dos índios", lugar com excelente clima e protegido por montanhas, onde os Araris se recolhiam para se recuperar de doenças que se espalhavam pelas tribos e pelo local no qual resolveram se instalar definitivamente.
O distrito de Conservatória conta com diversos pontos turísticos, confira alguns deles abaixo:
Túnel Que Chora
O Túnel que Chora, também conhecido como Túnel Maria Nossar está situado na Rua das Flores, próxima a RJ 137 (Barra do Piraí / Conservatória), tendo ao redor a Fonte da Saudade o Vilarejo Hotel. Sua construção teve início em 1880, necessária para abrir passagem para continuação da ferrovia que estava sendo construída, da qual as obras começaram em 1977 para acelerar a entrega do café, antes feita por burros. O Túnel foi aberto pelos escravos da época, têm 95 metros de comprimento, cinco de largura e três e meio de altura, é todo de pedra e sem nenhum revestimento. A iluminação é feita por antigos lampiões e alguma parte em elétrica. Ele foi terminado em 1883. Em seu interior passa a Fonte da Saudade, onde corre água pura. Segundo o que diz a lenda, a pessoa que bebe dessa água nunca mais se esquece e sempre volta a Conservatória.
Antiga Estação Ferroviária
O prédio da Estação Rodoviária Dr. Jair Nóbrega, antigamente estação ferroviária de Conservatória, está situado no centro de Conservatória e foi construído no século XIX. A antiga Estação da Rede Mineira de Viação foi inaugurada por D. Pedro II em 21 de novembro de 1883. Com a extinção do trem em 1961, no Governo Jânio Quadros, foi transformada em rodoviária, onde atualmente também funciona o Destacamento de Policiamento Ostensivo, o telefone público e o Museu de Conservatória. A construção da atual rodoviária teve como material de construção, no térreo, as pedras retiradas da escavação do Túnel que Chora. No segundo pavimento foram utilizados tijolos vindos da França.
Igreja de Santo Antonio
Em 1803 foi construída uma capela no local onde hoje existe hoje a igreja Matriz. Era uma capela de pau a pique coberta de sapê. Inaugurada em 1868, a Igreja Matriz é uma construção de grande solidez, toda em cantaria, com largas paredes de 1,6m de espessura, com adornos em forma de abacaxi que servem de suporte aos lustres no corpo da igreja e na nave. A igreja é utilizada para celebração de cultos católicos e da Festa de Santo Antônio, em julho. Atualmente tem 150 anos de existência e se encontra na Praça Getúlio Vargas, no Centro de Conservatória, em Valença.
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