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Mangaratiba
No século XVI, quando aconteciam as desapropriações das Capitanias Hereditárias, as terras onde se encontra hoje o município de Mangaratiba já estavam demarcadas. Nessa época Mangaratiba fazia parte ainda de Itaguaí, conquistando sua independência administrativa apenas no dia 11 novembro de 1831, quando foi elevada a categoria de Vila com a denominação de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba. Anteriormente Mangaratiba estava vinculada ao Município de Angra dos Reis.
A conclusão do ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil, que integrou o Município no sistema ferroviário do Rio de Janeiro, fez com que a economia e a vida em Mangaratiba se estagnassem, o que persistia até 1914. A exportação de bananas e a construção de residências de veraneio ao longo da linha férrea ou concentradas em alguns núcleos urbanos ajudaram no progresso econômico do município
A maioria das pessoas que visitam as Baías da Ilha Grande e de Sepetiba, acabam conhecendo Mangaritiba, que fica próxima a essas localidades, conhecidas pela variedade da pesca e locais de mergulho.
A região possui um litoral recortado, com de águas interiores e abrigadas, nas quais existem várias enseadas, ilhas e muitas praias, com águas verdes e transparentes, que vão de Conceição de Jacareí, ao lado de Angra, por toda a costa até Itacuruçá, divisa com Itaguaí.
A construção da rodovia Rio-Santos, BR 101, nos anos setenta, trouxe uma nova fase para o Município, com uma grande valorização do solo urbano, bem como um incremento da construção de residências de fins de semana e férias. A nova estrada trouxe ainda diversas atividades ligadas ao turismo um processo de ocupação de áreas até então inacessíveis e desertas. Sua população hoje gira em torno de 30.000 habitantes.
Mangaratiba serve de ponte para alguns dos pontos mais visitados da região, como a Ilha Grande e a Ilha de Itacuruçá. Contudo há belas praias para que o turista também possa aproveitar, como Brava, Cabeça de Boi, da Junqueira, Ribeira, da Viola, das Flexeiras, das Pitangueiras, de Águas Lindas, de Araçá, de Estopa, de Itacuruçá, Bela Vista, de Jacareí, de Mangaratiba, de Muriqui, João Mudo, do Catita, Canto, do Saco, do Saí e do Saizinho, do Sul, Grande, Vermelha, Mansa.
Para isso, os tradicionais passeios de escuna pelas ilhas da região a partir de Itacuruçá, onde se há possibilidade de desfrutar momentos agradáveis perto da natureza, são convites a mais para visitar Mangaratiba. Confira abaixo alguns pontos turísticos da região.
Cachoeira de Conceição de Jacareí
É uma cachoeira com pedra lisa com 8 metros de altura formando um escorregador que leva a uma grande piscina natural. A cachoeira fica a um quilometro e meio do centro da cidade.
Igreja de São João Marcos
É uma igreja rústica, construída a mão por um Padre com material transportado em lombo de animais, constituído principalmente de barro, cinza e tabatinga. Se localiza na Serra do Piloto e é onde está localizado o Cruzeiro do antigo povoado de São João Marcos (inundado pela represa de Ribeirão das Lages).
Centro Cultural Cary Cavalcanti
Fica localizado em um prédio de belas linhas arquitetônicas, talvez de meados do século XIX. Atualmente são realizados shows, peças teatrais, exposições, etc. Salas nos fundos do terreno foram construídas onde são programados cursos de arte, artesanato etc.
Cruzeiro de Pedra
Marco de Fundação da cidade de Mangaratiba, trazido de Portugal em 1700 e inaugurado em 1885. Está localizado em frente à Igreja de Nossa Senhora da Guia.
Estrada Imperial
Histórica rota que liga Mangaratiba a Rio Claro através da Serra do Piloto, com cerca de 40 km de extensão. É considerada a primeira estrada de rodagem do Brasil, construída por D. Pedro II em 1856, para atender ao escoamento da produção de café do Vale do Paraíba para o Porto de Mangaratiba. Em seu percurso encontram-se marcos de engenharia de época, como o Bebedouro da Barreira, pedras de milha, pontes, sistema de escoamento de águas pluviais e a Cachoeira dos Escravos.
Ruínas do Antigo Teatro
Consideradas as mais importantes do Sítio Histórico da Estrada Imperial. Construção assobradada, de linhas simples, erguida na primeira metade do século XIX. Segundo a tradição, ali foi edificado um teatro pelos Barões do Café, para entretenimento.
Solar do Barão de Sahy
Construção de meados do século XIX, em estilo neoclássico. Restaurado e hoje totalmente recuperado, tornou-se um espaço cultural com sala de vídeo, sala para exposições e centro de artesanato.
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